Crítica a Frieren#

O Manga Frieren, criado escrito por Kanehito Yamada e ilustrado por Tsukasa Abe, retrata um mundo de fantasia onde magos, demónios “Dungeons de estilo RPG”, magia são conceitos reais. Na trama principal acompanha-se uma elfa que tem um tempo de vida quase infinito, chamada Frieren ex-participante, do grupo de heróis que matou o Rei Demónio. A história começa depois 60 anos, quando a maior parte da sua equipa já faleceu. Logo após isto a protagonista sente um vazio gigantesco o quê se reflete no seu “nietzschesismo”. A felicidade de Frieren só retorna quando ela consegue uma aprendiz recomendada por um dos companheiros quase morto. O nietzschesismo de Frieren pode refletir à depressão pois a sua falta de empatia e significado, poderão refletir aos sentimentos humanos de depressão. O fato de Frieren só ter chorado quando Himmel, (Um dos melhores companheiros), morre, pois ela não chora por ele morrer, mas sim porque não aproveitou melhor quando estava com ele. Isto pode simbolizar, que na visão do autor, a perda da capacidade de conhecer e fazer memórias com a pessoa, é mais importante de que o fato de ela estar viva ou não. O autor também subtilmente menciona inúmeras vezes, a desgraça da imortalidade, o fato que todos os teus amigos vão morrer muito antes de ti. A situação de Frieren encontra-se, é ainda pior, considerando que os elfos são uma espécie rara e pelo seu longo tempo de vida, são consideravelmente antipáticos, pois por uma das falas da própria Frieren “Os elfos não se interessam em relacionamentos românticos, talvez por isso estejamos em vias de extinção”. O não interesse em relações românticas também é um sinal de uma pessoa deprimida e sem interesse na vida. O autor também refere muitas vezes o tema de nostalgia e como promessas são diluídas por entre os tempos, o tema de nostalgia é abordado muitas vezes quando a protagonista encara cenários muito parecidos com os de anos atrás, usando isto como uma forma de se alegrar, a prova que o autor nos dá que as promessas podem ser diluídas pelos tempos, pois, numa cena é revelado que um chefe de um restaurante jurou-lhe, que nunca iria mudar a receita, mas nas águas do tempo a receita foi eventualmente mudada. Esta é minha análise da obra Frieren até ao volume 6.